A segunda-ferira, 05 de setembro, amanheceu com um sol maravilhoso, diferente dos últimos dias. Um sinal de que tudo daria certo. “Atenção senhores passageiros com destino à Sevilha, Espanha…”

Sol no amanhecer da Grande Florianópolis
Era hora de dar um Hasta Luego e embarcar para São Paulo. De lá iria para Madri e chegaria em Sevilla só no dia 06, terça-feira. Claro, não consegui segurar as lágrimas. Primeira vez longe de todos, por tanto tempo.
Fui recebido por um amigo em São Paulo. Fiquei andando no aeroporto durante umas três horas até embarcar no vôo IB 6826 com destino a capital espanhola. Sorte que tive alguém do meu lado nesses últimos momentos in Brazil. Almoçamos e jogamos conversa fora. Isto me deixou bem mais tranquilo para a viagem de 11 horas de duração. Por conta de um reparo de segurança e depois pela espera na pista, chegamos com um leve atraso em Madri, mesmo com o atraso de duas horas e meia.
Em território europeu, vi o dia amanhecendo. Incrível! Depois de caminhar uns 20 minutos, sendo 10min. em cima das esteiras para chegar ao metrô que me levaria do terminal 4S para o 4. Chegando lá, tive o seguinte pensamento: “Se eu vou usar o metrô, tenho que pagar”. Perdi um metrô procurando a máquininha do bilhete, até entender que não precisava. Santa burrice!
Hora de encarar a segurança do aeroporto, que no dia estava super rigorosa. Tivemos que tirar cinto, tênis, apresentar os líquidos na embalagem… Digo isso, já que alguns amigos me contaram que no dia em que chegaram em Madrid, não houve este esquema todo. Já que não tinha nenhuma arma, estava liberado para seguir. Faltavam 15 minutos para o início do embarque do vôo regional Madrid- Sevilla, e claro, eu simplesmente não encontrava a direção do portão K-95. Sério, passei uns 10 minutos subindo e descendo em torno da segurança até achar a bendita placa com a direção.
Quase morrendo de calor (saí do frio de 8º graus de SC para os 31º graus de Madri), de sede, de cansaço e em cima da hora, consegui achar o portão. Cheguei no balcão do ckeck-in da Air Nostrum (da Ibéria) e o avião nem estava posicionado. Foi o tempo certo de beber água e tentar contato com o Brasil para informar que estava tudo bem. Mas quem disse que conseguia acesso pela wi-fi do aeroporto de Barajas!? (Outros colegas me informaram da dificuldade de conectar-se, pois tem que pegar a senha no quiosque, algo assim…)
Esperava descansar um pouco no vôo até Sevilla. Eram só 50 minutinhos (pra quem pegou voo de 10 horas). Mas quando eu vi a aeronave da Air Nostrum, pensei logo num teco-teco. Não era uma aeronave top da Angola Airlines, mas achei pequeno demais. Se eu achava o aeroporto de Navagantes atrasado (em termos de infraestrutura), por conta de não ter rampa de acesso aos aviões, como explicar que tive que descer até a pista do Barajas e subir na escadinha do vião. Bizarro!
Além de ser pequeno, estava quente e o serviço de bordo não era nada interessante. Queria chegar em Sevilla o mais rápido possível! Cochilo aqui, cochilo lá, cheguei! A galera desceu e, vi da janela que estavam pegando as malas na pista, como se fosse um Praiana de viagem. Pensei que as minhas malas também estivessem lá, mas na real estariam no desembarque como de costume.
Fiquei tão feliz ao ver que minhas bagagens estavam lá, sem nenhum arranhão e com suas fitas rosas chegay da Tam intactas. Notei que alguns passageiros saiam sem passar pelo raio-x novamente. (Por quê diabos passar pelo raio-x outra vez?). Quando o querido aqui foi perguntar pra segurança, adivinha? Depois de questionar minha nacionalidade, ela não teve dúvidas, mandou passar pelo equipamento. Brasileiro igual dorgas, manolo!
Sem pegar o mapa da cidade, saí com o ônibus especial que liga o aeroporto ao centro (a maioria dos aeroportos na Europa contam com este serviço), por apenas 2,40 €. Pouco mais de meia hora já estava no Prado (centro) com um total de 50 Kg de bagagens. Olhando Sevilla como se ainda estivesse sonhando em viver neste lugar.
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